20.5.15

Os opostos só se atraem na Física



A lei de Coloumb é uma lei da física que descreve a interação electroestática entre partículas eletricamente carregadas. Foi formulada e publicada pela primeira vez em 1783 pelo físico francês Charles Augustin de Coulomb e foi essencial para o desenvolvimento do estudo da Eletricidade.  

O pior clichê já forjado: "Os opostos atraem-se", vem de uma lei da física e, sem darmos conta, acreditamos que as pessoas funcionam da mesma maneira. Mentira. Como todas as coisas que são falsas, há nisso um elemento de verdade. Quando as pessoas têm muitas coisas em comum, os elementos de diferença acrescentam uma certa excitação, mas, quem é atraente para nós? Com quem nos entusiasmamos? Procuramos alguém que discorde de nós em tudo, que tenha interesses opostos, que goste de dormir quando queremos ir à praia e de ir à praia quando queremos dormir? Claro que não. Queremos estar com pessoas que sejam como nós. Os elementos que nos aproximam dos outros são os elementos que nós temos, de que nós gostamos, não são os elementos opostos ao que somos e queremos. 

Deixemos o negativo a atrair o positivo do lado da Física. O lado humano é outro lado. As pessoas formam clubes com as que são opostas a elas? As pessoas juntam-se aos que têm interesses opostos? Com quem os americanos tendem a aliar-se, com os ingleses ou com os iranianos? Resposta fácil. Pensemos no Médio Oriente. Por que razão há problemas? Os judeus e os árabes têm as mesmas crenças religiosas? Têm o mesmo tipo de sistema de justiça? Têm a mesma língua? Os problemas resultam de tudo o que têm de diferente. 

Quando dizemos que as pessoas "têm diferenças", dizemos que aquilo que não têm de igual, causa toda a espécie de problemas e pode resultar em conflitos. O que é verdadeiro a uma escala global é verdadeiro a uma escala pessoal. Em qualquer relacionamento entre duas pessoas descobre-se que a primeira coisa que criou vínculo foi uma semelhança, não uma diferença. Podem, duas pessoas, ter maneiras diferentes de fazer as coisas mas foram as coisas em comum que as aproximaram. Aquilo que nos aproxima de uma pessoa é aquilo que ela tem de parecido connosco ou aquilo que ela tem e que nós gostaríamos de ter. Não nos aproximamos de alguém que professa uma crença oposta ou que tem um objetivo de vida oposto. Criamos harmonia encontrando coisas em comum, concentrando esforços em encontrar semelhanças, apesar das diferenças. Se nos guiamos pelo falso princípio de que "os opostos se atraem", se acreditamos que os seres humanos se completam por causa dessa oposição, podemos entrar numa espiral de conflitos.

Mesmo que eu me entusiasme, temporariamente, por alguém que tem crenças opostas às minhas, gostos díspares e tendências ao contrário, poderei viver, algum tempo, em frenesim entusiasmante mas, não tardará que caia na poça mentirosa desse cliché pastoso que me atira para o que eu não quero. Depois, o trabalho de desconstrução é tão penoso quanto urgente.

19.5.15

Para quem quer subir a escada



O processo acontece quando uma pessoa, em qualquer momento da vida, pretende fazer uma mudança. O termo significa a atividade de formação pessoal em que um instrutor (coach) ajuda o cliente (coachee) a evoluir em alguma área. O conceito de coaching surgiu nas universidades norte-americanas para definir um tutor particular que preparava os alunos para os exames. Com o tempo, a palavra passou a ser usada para definir um instrutor ou treinador de cantores, atletas ou atores. A palavra coaching vem da palavra inglesa "coach" que significa treinador, o que tem o trabalho de encorajar e motivar o seu cliente a atingir um objetivo, ensinando novas técnicas que facilitem a sua aprendizagem e o seu desenvolvimento pessoal.
               O caminho que me levou até este processo foi o de busca por autoconhecimento e evolução. Da programação neurolinguística ao coaching foi um passo para uma certificação internacional e para o início de uma nova carreira profissional que permitisse a possibilidade de facilitar aos outros um profundo conhecimento de si mesmos.
               Viver é uma arte que requer atenção, cuidado, observação e treino mental constantes.
A saúde mental adquire-se com o treino para o esvaziamento de lixo psicológico que acumulamos sem nos darmos conta. A quantidade de informação que recebemos, a falta de disponibilidade para nós mesmos, o ruído com que vivemos, os juízos de valor que fazemos, o foco no assunto que polui e contamina, a constante preocupação e o desconhecimento de técnicas para gerir o stress podem ser fatais, para quem pretende evoluir e para quem busca o equilíbrio mental. O coaching não é uma terapia nem um ato médico, é um processo que se estabelece entre duas pessoas com o propósito de atingir as metas que uma delas define (o coachee).
               Entrei no mundo do coaching e percebi, mais uma vez, que se pode mudar, que se pode aprender e que se deve evoluir, seja qual for a fase da vida em que estejamos. A capacidade de nos conhecermos para nos aperfeiçoarmos vem da vontade, não há ninguém que nos coloque a subir a escada se não quisermos levantar os pés.
               O coach coloca a escada à nossa frente, o coachee só precisa de querer subi-la, em ambiente de verdade, honestidade, clareza, confidencialidade e profissionalismo. E mesmo que os degraus sejam altos, e mesmo que canse muito, aquilo que se pode atingir no topo da subida paga o preço de todo o esforço que a vontade colocou à partida.

21.11.14

Transformação

Parada está a imaginação, ou melhor, ocupada com coisas que se transformaram em realidade.

27.9.14

É muito

Não vou ser mais que aquilo que sou, sê-lo significaria explodir. Ser mais do que sou é como ter mais tralha do que espaço, saltar por cima, tropeçar e cair, fazer do espaço um atafulhamento de mim. Não vou ser mais nem menos do que sou porque a balança deve estar com o fiel afinado, arranjado, equilibrado, pacífico e absolutamente ele. E agora? Não cresço? Agora cresço com o que faço a partir do que sou, sem transbordar o tacho que me deram e com o qual cozinho os ingredientes que invento. É só isso? É muito.

Tiago Taron