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18.1.14

Vincos na existência

Há momentos na vida que ficam vincados, e isso faz-nos engomar as horas quando é preciso parar e perceber o mundo e os dias que experimentamos. Há palavras que nos empurram para realidades pouco conhecidas. Fora da zona de conforto encontra-se a magia que a vida precisa para acontecer. Há meses que entrei numa zona desconhecida. A Programação Neurolinguística (PNL) é uma área de estudo e crescimento pessoal muito mais ampla do que a própria vida. Julgamos ter o mapa todo explorado e percebemos que muitos caminhos estão por viver. 
 
Num sétimo andar em Lisboa, acontece a magia. Entre o inconsciente e a consciência, entre o corpo e o movimento, entre pares que querem viajar connosco, descobre-se que a viagem é longa, descobre-se o que sempre esteve cá dentro. Se todos temos os recursos de que necessitamos para sobreviver no sistema, vamos encontra-los, descobrir as perguntas certas, fazer os exercícios que o corpo permite e a alma encontra. 

A PNL é a viagem mais bonita que fiz até hoje, não porque se encontrem só coisas belas, mas porque se encontram todos os caminhos possíveis a uma mudança de rumo e, quando se quer mudar de rumo, é preciso que a vida aconteça e, se é preciso que a vida aconteça, que se ponham os pés ao caminho e a cabeça siga levantada frente ao espelho que somos e do qual fugimos, quando acreditamos poder fugir de uma evidência.

8.12.13

Não está

Andrew Wyeth



















É embaraçoso não ter conteúdo, não encontrar as palavras e ter as mãos presas. É embaraçoso o momento do não ser. 
É  embaraçosa a vida, quando nela não colocamos. Este blogue parece moribundo, mas não está.

15.7.13

Vida pouca

Foto minha






















Para quem me lê e já não me conhece, acredito que não entenda, que não retire daqui mais que palavras cheias de vento. Não é por causa do vento nem das palavras, é por causa do vazio que existe quando as pessoas se separam. E há separações muito boas, as que acontecem quando a vida já é pouca.

20.5.13

Coisas que eu cá penso

Temos, por hábito, repetir comportamentos e esperar resultados diferentes. Podemos descobrir um dia que o hábito pode ser a chave do jogo. Mudando a chave, muda-se o jogo, mudando o jogo, mudam-se as metas, metas diferentes escorregam em resultados distintos. 
Podemos até considerar que "palavras leva-as o vento", pois leva, se não as usarmos correctamente.

19.5.13

Peça na engrenagem

Você faz parte do sistema, contribui, pode inventar. Você é uma peça na engrenagem, ponha-se a funcionar, antes que a máquina encrave e você fique cheio de ferrugem paralisante e suja.

18.5.13

Fora do quadrado

O medo mau é um quadrado denso que te puxa e te esmaga. Não deixes que ele te absorva. A atenção deve focar-se no que nos empurra para a leveza. Coisas densas atropelam a consciência.

9.4.13

Como as pessoas

António Dacosta




















As ideias precisam dos dedos e os dedos das letras. As letras precisam das palavras e as palavras das ideias. Se se entendem, ficam, se não se entendem, separam-se. Como as pessoas.