3.12.12

Natal de abraços

Foto minha















O Natal este ano pode ser bem mais frio, frio por dentro dos desejos. As esperanças arrefecem e os portugueses contentam-se com o que lhes é permitido adquirir, pouco mais que um saco ligeiro de presentes adiados. As lojas recheiam prateleiras que vão ficar com quase tudo, porque as parcas carteiras restam no fundo de malas antigas, as que se compraram com o contentamento que fugiu. 

O Pai Natal continua a abrilhantar a época, coitado, está sempre velho e com o cansaço herdado das desilusões acumuladas ao longo de décadas. Que fique o sentimento da partilha, da solidariedade, do convívio familiar que ultrapassa e se eleva para longe das compras impossíveis. Que reste o espírito, a atitude e a vontade de festejar perto dos que precisam do calor de um abraço, livre de sacos e laços.

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