12.6.12

Somos tempo coagulado

“E digo-vos que, apesar de tudo o que se consegue fazer na terra, disso renasce sempre uma nova espera e uma nova esperança: o universo inteiro está impregnado do hálito pestilencial produzido pela morte de um presente acabado de nascer. Quem não sentiu já a extenuante prostração que nos invade na sala de espera de um médico, de um advogado, de uma repartição pública? Pois bem, aquilo a que chamamos vida é apenas a sala de espera da morte. De repente, percebi naquele mesmo instante o que é o tempo: nós mesmos somos formas geradas pelo tempo, corpos que parecem matéria, mas não passam de tempo coagulado. “
Gustav Meyrink

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