23.7.08

DIA PEQUENO


(Picasso)

Num dia pequeno, a rua era estreita e sombria. A terra, sem sorrisos. Saiu de casa e desceu a calçada íngreme até ao centro da vila. Comprou pão, fruta e flores. Cansada do peso que carregava, voltou com passos lentos. Dois dias depois, pariu. Nasceu uma mulher. Hoje, as horas certas e as ruas estreitas são, ainda, objecto de culto para quem, num dia pequeno, gritou pela primeira vez.

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