24.9.08

A SAUDADE MORREU


(E. Hopper)

Depois de muito tempo sem falarem, ela recebeu um e-mail. Tinha três linhas e duas intenções. Leu-o e colocou a mão no queixo de forma a que o tempo lhe sugerisse resposta. Enviou-lhe não mais que duas linhas e três intenções. Depois, quando a esplanada já não tinha sol e os dois não se entenderam, a vida ficou diferente, as costas de quem se deita menos curvas e cansadas. Porque tudo parece acabar quando a ausência supera a saudade e o sono aniquila a memória.

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