5.7.11

INTRANQUILIDADES

Não sei se escreva ou se me cale. Não sei se a água continua límpida, se o céu continua claro. Não sei se hoje existe mais luz por causa da esperança. Não sei se as mãos estão gastas por causa do silêncio. 
Não sei se fique aqui, a escrever para os que não conheço. Não sei de nada enquanto existir intranquila. 
Certezas são jarros de vinho tinto à espera dos convidados. Não conheço quem vem beber nem sei se o vinho é bom para o jantar.

6 comentários:

ana sales pinheiro disse...

:) Prova o vinho e continua a escrever para todos...:)

Dobra disse...

Vou ver se o vinho é bom e se as palavras ganham ao silêncio :)

ana sales pinheiro disse...

só pode ser bom:) e não podes calar as palavras que usas, renovas, sentes e fazes sentir como poucos! :)

carlos pereira disse...

Escrever é não calar. Continue a escrever para o ouvirmos.
Ergamos os nossos copos e brindemos aos momentos de partilha e generosidade. Saúde!

Dobra disse...

Obrigada pela força.

via disse...

vim aqui parar por causa de uma pintura do bo bartlett e gostei do espaço.

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