7.11.11

Experiência posta em certeza

Oito e meia da manhã. Carrinha à espera. Atravesso a ponte com alguns desconhecidos. Chego a uma quinta com vacas, galinhas e horta. Briefing às nove horas no barracão ao fundo. Café. Maquilhagem. Cabeleireiro. Outro café. Entrada em estúdio às dez horas. Assistente de realização no centro. Novo briefing. Nove pessoas ensaiam a apresentação. Sorrir dez minutos para a câmara. Colocar a seriedade no rosto mais dez minutos. 

Duas bolachas por baixo dos pés. Altura feita. Do lado direito, o Ricardo do Porto, do lado esquerdo, o Rodolfo de Lisboa. Bem acompanhada. Apresentador no meio do grupo. Primeira ronda. Desgraça. Sai o apresentador. Pouco dinheiro acumulado. Rimos. Votamos. Percebe-se quem vai sair. Regresso do apresentador. Insulto generoso. Perguntas incómodas e explicações pouco convincentes. 

Segunda ronda. Banca. Nova votação. Luz intensa. Calor. Doem as pernas. Empate. Mais um insulto generoso. Rimos. Sentámos no chão. Ninguém se lembra das perguntas feitas há dois minutos. Os que saíram estão à espera lá fora. Mais um empate. Câmara em frente e resposta pronta à pergunta feita. Rapidez e cara séria. Mais duas rondas. Estão cinco pessoas. Expulsão. Desço o degrau com cuidado, pela direita. Percorrido o caminho marcado. Encaminham-me. Atravesso o pátio. Novo estúdio. Duas perguntas, duas respostas. Respiro fundo. Encontro os companheiros numa sala pequena. Vêem pela televisão sem som. Todos esperam pelos que vão saindo. 
Festa ao vencedor. Almoço em conjunto. Apresentador por perto e a simpatia de um cumprimento. Três horas da tarde. A cabeça começa a doer. Regresso a Lisboa. A frustração pelas perguntas que não podia ter errado. Exigência? Por este motivo não, mulher. O contentamento por ter percebido tempos e espaços. A satisfação pelas pessoas que conheci e toda a experiência posta numa certeza: voltarei.

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