20.11.11

Não há motivo

Pollock
















Naquele dia não havia motivo. Não é preciso haver motivo. Entrou dentro da cama e sentiu o mundo quente demais. Destapou o que o desejo tinha guardado e riu alto. Junto do corpo que tremia fez, dos pensamentos, matérias duramente dóceis. Depois voltou-se para o lado de dentro de um sentir intranquilo e voltou  a destapar tudo. O motivo não foi encontrado porque não é preciso.

3 comentários:

ana sales pinheiro disse...

Soberbo!
De facto, poucos conseguem dizer tanto, tão bem e em tão pouco...
"Que raiva!": estava mesmo a precisar de escrever isso:))) obrigada!

Mauro Castro disse...

O motivo é irrelevante.
Há braços!!

Dobra disse...

Mauro - antigo companheiro de escrita. Abraços para si, sem motivos :))

Ana - Obrigada sempre, amiga linda. Beijos.

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