22.11.11

Fome de uma vida

Juarez Machado
















As noites com o cheiro da canela e do vento são sempre maiores. Quando fazem do corpo instrumento de medida e dizem, do mundo, aquilo que  não é, o vento passa devagar. Ficam quietos em frente ao que treme, mexem nas mãos que procuram e percebem que o sentir clarifica toda a realidade. A canela deposita-se em cima do que comem com a fome de uma vida.

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