21.11.11

Sem explicações

Pollock
















No dia seguinte não encontrou explicações. Levantou-se cedo. Saiu da cama e sentiu o mundo muito frio. Tapou o desejo que tinha fora de si e riu baixinho. Depois deu um salto para fora da água que impedia a quietude. Voltou-se para o lado seco da realidade e fez, das matérias, pensamentos mais serenos que as plumas. As explicações estavam escondidas na última gaveta da cómoda. Não a abriu porque teve medo de as poder entender.

1 comentário:

ana sales pinheiro disse...

"!"
Tantas explicações em gavetas...
Ainda bem que a arte e a inspiração não estão escondidas em ti, Dobra!

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