30.11.08

DIA DA PROCURA


Acordo no prolongamento de um silêncio que acabou. Depois da água quente, a roupa escolhida para o dia da procura. Saio depressa com o vento e vou, sem que as pernas travem o pensamento. Vou-me ajoelhar em frente ao que quero. Vou-me despentear ao que não quero. O dia da procura é o dia das coisas que morrem, é o tempo das que vêm. Acordo no prolongamento de um silêncio que, depois da água quente, se transforma.

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