
5.7.08
4.7.08
PARAGEM
3.7.08
MAIS QUE MULHER
Pouco conhecia da sua vida quando, em Lisboa, olhei os quadros e as emoções. Mantive-me ao nível da ignorância. Não é possível dizer de um quadro aquilo que, em essência, manifesta.
2.7.08
11 - FRIDA KAHLO

1.7.08
COISAS QUE ME INQUIETAM (4)
30.6.08
LONGE DE MIM

(Souza Cardoso)
Às vezes penso nos amigos que já não estão ao pé de mim, os que foram embora porque sim. Penso nos jacarandás, nos malmequeres, nos chinelos em pés nus, nas túnicas compridas, nas gargalhadas estridentes, nos gelados com amêndoas, no mel com queijo fresco, no carro perto do rio, nas velas acesas, nas cobras dentro de frascos, nos jardins em dias de sol, nas árvores frondosas, nos bancos de madeira e em todos os bancos onde hoje, longe de mim, se sentam com a mesma sensação que eu: a de que o tempo nunca apaga sentimentos feitos de ferro.
28.6.08
CORES
27.6.08
CIDADE
26.6.08
RISO SÓ MEU
25.6.08
O BULE DO CONTENTAMENTO

Saí com a mochila posta nas costas. Era tarde de chuva em Lisboa. Passeei entre os pingos grossos que me levavam a lugar incerto. As montras estavam limpas. Olhei-as com desdém. Largo do Chiado vazio de pessoas, cheio de gente ocupada. Tinha nas mãos coisa nenhuma e no entendimento a alegria de algumas produções escritas que, pela primeira vez, tinham tido retribuição simbólica. Sabia que aquela quantia estava nas mãos de quem precisa de uma coisa com importância, para ficar acima do tempo.
Desci as ruas de calçada com a dúvida fora de mim. Lisboa ia oferecer-me, naquele dia, um objecto que contasse as histórias das minhas noites com a chávena de chá verde.
Depois de muitos passos, perto do largo de Camões, parei em frente a uma loja de chás. Verdes, brancos, pretos. Entrei. A senhora sorriu e indicou-me um lugar perto do vidro molhado. O chá foi servido com as mãos de quem sabe e a ampulheta que conta os minutos desejados até chegar o aroma e o sabor que se procuram devagar. Bebi-o com os olhos postos no bule. Encarnado, quadrado, pesado e quente. Sabia-o meu, fruto das palavras que tantas vezes ofereci. Peguei nele com a convicção de que iria fazer parte da melodia dos meus parágrafos. Levantei-me e paguei, com o contentamento de quem, pela primeira vez, paga uma relíquia com o fruto dos seus solitários momentos de criação.
24.6.08
NÃO SEI
23.6.08
COISAS QUE ME INQUIETAM (3)
10 - AMADEO DE SOUZA CARDOSO

Alguns encontros em Lisboa, com Almada Negreiros e o grupo de Orpheu, estabeleceram rituais de cumplicidade entre as artes e as letras, integrados no movimento futurista.
Nos seus dois últimos anos de vida, Amadeo concentra e excede toda a sua energia criativa na construção de uma síntese de referências. Precocemente desaparecido, Amadeo, em escassos anos de trabalho, entre Paris e Manhufe, desenvolveu a mais séria possibilidade de arte moderna em Portugal.
(Helena de Freitas; Adaptação)
20.6.08
19.6.08
VIZINHO (3)
18.6.08
VIZINHO (2)
17.6.08
VIZINHO (1)
16.6.08
13.6.08
VOU-ME EMBORA
12.6.08
FÚRIA
11.6.08
LUGAR MENOR
10.6.08
NUNCA

(Salvador Dalí)
9.6.08
GRITO DA SEMANA
(Salvador Dalí)
8.6.08
DOBRAS E GRITOS (21)
9 - SALVADOR DALÍ

Nasceu a 11 de maio de 1904, na pequena cidade catalã de Figueras. O seu mundo interior era Figueras, a planície de Ampurdán e a aldeia de pescadores, logo atrás das montanhas. Estes são os cenários da grande maioria de seus trabalhos.
Dalí insistiu na sua "linhagem árabe", alegando que os seus antepassados eram descendentes de mouros que ocuparam o sul da Espanha por quase 800 anos e atribui a isso, "o seu amor por tudo o que é excessivo, a sua paixão pelo luxo e o seu amor oriental por roupas".
A 23 de Janeiro de 1989, morreu de insuficiência cardíaca com 84 anos. Está sepultado na cripta do seu Teatro - Museu Dalí, em Figueras.
7.6.08
VALSA, VINHO, VELUDO E SEDA
Naquela semana o texto estava escrito. A sua editora não podia reclamar. Eficiência garantida. Desta vez, encostou-se no sofá, de frente para a prateleira de livros antigos, enfileirados por épocas e autores. Olhava-os como se lesse, todos os dias, uma história diferente. Inventava, com o cigarro de enrolar entre os dedos, os episódios mais sublimes que alguma vez supusera. Viagem a Veneza na época das caras pintadas e dos corpos vestidos de outrem.
Não quis fechar os olhos às palavras e abriu um dos volumes empoeirados. Página 50: Sim, poucos seres tem havido mais naturais do que eu. O meu acordo com a vida era total, eu aderia ao que ela era, de alto a baixo, sem nada recusar das suas ironias, da sua grandeza, nem das suas servidões (Albert Camus; A Queda). Agora as palavras seguiam, rumo à Praça de S. Marcos. Gordas. Viscosas. Empacotadas em máscaras.
Continuava a vida na sala pouco iluminada que se enchia de fumo. Não podia evitar fechar os olhos, de novo.A casa tinha-os acolhido num fim-de-semana em Veneza. O lugar onde os corpos se encontraram pela segunda vez. Espelhos altos, molduras douradas e Frescos de Miguel Ângelo. Ninguém era, naquela noite, mais que máscara polida pelas luzes dos castiçais. Olharam-se por detrás das caras coladas a si e, deixaram que a noite existisse. O vinho era presença nas mesas baixas e os tecidos mexiam-se com a aragem vinda das janelas abertas para a Praça de S. Marcos. A sabedoria acompanhava-os desde a primeira noite em Montmartre, quando todos pareciam ter conhecido a nudez do tango.
Respiraram tudo o que o Carnaval oferece e a valsa presenteia. Elegância. Sensualidade. No lugar do piano, os punhos brancos e os dedos compridos de quem tocava Gymnopédie No.1 - Erik Satie.
No momento de acabar a história, o livro caiu-lhe das mãos. Acordou do sono inventado por instantes. Tinha aderido, de alto a baixo, à vida e às suas ironias, suas servidões e seus prazeres.
A noite em Veneza acabou com o derradeiro beijo feito em texto, mexido com as mãos que lêem e os ouvidos atentos à obra.
Os Frescos continuavam pendurados no lugar das fantasias, encontradas no meio do cigarro feito com os dedos.
6.6.08
SEDA, VELUDO, VINHO E TANGO
5.6.08
4.6.08
SEIS PEQUENOS ÓDIOS
Pedem-me para confessar seis pequenos ódios. Não sou pessoa dedicada a sentimentos pretos, de qualquer forma, há coisas que me causam brotoeja tal que não me coíbo de as mencionar:
1 - Barulho de motas em aceleração.
2 - Mentira.
3 - Superficialidade.
4 - Beijos com saliva em excesso.
5 - Gente que não usa desodorizante.
6 - Falta de sentido de humor.
PALAVRAS COM CORPOS
2.6.08
ADEUS
NOVO TEMPO
31.5.08
TRISTE PRAZER

(Graça Morais)
Encontrei pessoas que não via há muito tempo. Em alguns casos foi um prazer, em outros, uma experiência triste.
30.5.08
LONGE

(Graça Morais)
29.5.08
TRANSFORMAR É PRECISO

Mais importante que saber sentir a tristeza, é saber transformá-la numa qualquer energia que sirva, positivamente, para criar.
28.5.08
DIABO NO CORPO

(Graça Morais)
27.5.08
VIÇO

(Graça Morais)
26.5.08
8 - GRAÇA MORAIS

“Um quadro é sempre o lugar da minha maior intimidade. Estou lá toda. Tudo o que absorvo do exterior passa primeiro por dentro de mim, pelas minhas vísceras, pela minha cabeça. E depois sai e fica numa tela.”
23.5.08
NECESSIDADES
21.5.08
POTES DE VIDRO
20.5.08
COISAS QUE ME INQUIETAM (2)
A desilusão acontece, provavelmente, para percebermos se somos capazes de continuar viver.
19.5.08
AQUILO EM QUE SE NÃO MEXE
(Kandinsky)
Simplificando a ideia, trata-se apenas de entendermos que é a observação que transforma a possibilidade em realidade. É bom partirmos do princípio que estamos num mundo de possibilidades em aberto, de vidas ainda não vividas, de objectos não tocados e de ideias não concebidas. Pertencemos ao universo como o peixe pertence ao seu elemento vital. Estamos em sintonia com tudo o que está e é à nossa volta. Pensamos que o mundo em que não mexemos é longínquo e não percebemos a maior parte das coisas que nos acontecem. Pura desatenção.
A forma como olhamos para as coisas transforma-as. Somos nós que construímos as realidades à nossa medida. Tudo está sempre incompleto. Possibilidades são tidas como realidades porque assim o percepcionamos. Não é por acaso que uma mesma realidade é percepcionada de formas diferentes por pessoas diversas, não é à toa que o nível mais básico e fundamental da natureza não é material, actua para lá do alcance do espaço e do tempo que, muito simplesmente, também não existem materialmente.
Vivemos num mundo onde não há objectividade, onde cada cadeira em que nos sentamos é constituída por átomos ultramicroscópicos, constituídos por partículas sub atómicas. No domínio quântico, os acontecimentos ocorrem à velocidade da luz e, a essa velocidade, os sentidos não conseguem processar tudo o que contribui para a nossa experiência perceptiva.
Resta-me pensar, aqui na cadeira onde me sento e me sinto, que o mundo que eu vejo não existe fora do entendimento que dele tenho, as coisas em que não mexo, não olho ou não experimento, fazem parte de um domínio não local que, por força da teimosa segurança que procuro, insisto em inscrever numa materialidade inventada.
17.5.08
ATRAVÉS DO VIDRO

(Kandinsky)
16.5.08
A SÉTIMA CURVA
Marta Botelho - Viagens Interditas.
A propósito deste convite.
15.5.08
DOBRAS E GRITOS (20)

(Kandinsky)
14.5.08
GESTOS MORTAIS

(Kandinsky)
13.5.08
EM VEZ DE AMAR

(Kandinsky)
Sem amor não vivo, não respiro, não grito, não abraço, não beijo, não olho e não vejo. Sem amor não existo, não me deito, não ando, não como e não falo. Sem amor não canto, não rio e não penso.
Sou nada e coisa parada quando, em vez de amar, sobrevivo.
12.5.08
11.5.08
DOIS DIAS
10.5.08
BLOGGERS ESCREVEM KANDINSKY (Teresa C.)

(Moscou)
Alcandorados, descem ao rio. Quando o há. No âmago das cidades, sendo planura o chão, os telhados ge(r)minam aboletados. Resguardam o casario e as gentes que dele fazem casa ou sítio de labor pago. Circula sangue vivo nas ruas cavadas pelos fossos entre telhados.
Amanhecem tranquilas as cidades. Enganador o vazio do alcatrão e das calçadas – no descompasso da hora que rege de cada um o dia, chegam caminhos apressados e a cacofonia. Pelo movimento do sol – porque assim percepciona quem, pregado ao chão, o vê acordar e morrer pela tardinha – chega a obscenidade dos roncos motorizados e dos guinchos das buzinas. Abafados, ficam sons outros que às cidades pertencem e dão vida: o saudável vozear dos humanos que entre si estabelecem pontes, a música tocada pelas folhagens ou o linguajar próprio dos cães e aves.
E, quando a cidade esgota pelo cansaço quem nela habita, fica por conta dos morcegos e daqueles para quem o dia é turno da noite. Nas horas de todas as sombras, as catacumbas sobem à superfície.
Teresa C. - Sem Pénis Nem Inveja
9.5.08
BLOGGERS ESCREVEM KANDINSKY (Leonor Barros)
A frase paira no confronto com a urbe. O homem ou a cidade, quem criou quem? Uma questão que se me põe quando, de cachecol e luvas, atravesso a cidade quase despida, uns farrapos de neve sobre o casaco negro, o frio cortante como nunca antes se sentiu. Dor. O frio dói, e, contudo, é bela a cidade. E a frase volta quando ziguezagueando desemboco no Canal Grande e ouço o vociferar dos gondoleiros na manhã ensolarada. Está sol e o sol não dói. A cidade não dói. Quem te criou assim, cidade? Ouço-a de novo no miradouro de Santa Luzia, o casario como um tapete bordado até ao Tejo, palavras de poeta amancebadas com a cidade lá em baixo. Foste tu, poeta, que criaste esta cidade que ouço? E regressa sempre a frase, eterno enigma, que resolvo na tela colorida. Aquela não é a cidade. Não a que vi. Outra cidade, vibrante, um turbilhão cromático, e bela, igualmente sedutora. Foi o homem que inventou aquela cidade.
Leonor Barros - Geração Rasca
8.5.08
BLOGGERS ESCREVEM KANDINSKY (Alba)

A Cantora
Esta é a minha última actuação.
Fui interprete dos sonhos e das palavras dos outros durante muito tempo.
Alimentei-me de palmas que ouvia e de rosas e poemas que recebia.
E fui tantas mulheres em tantas vidas.
No palco era fácil apartar-me de mim e ser outra, em outra vida diferente.
E cantei-(te) os gritos de mulheres alucinadas de paixão, os lamentos dos amantes que se perderam e a dor de um homem que não sabia amar.
Fui feliz, cantando o cansaço das noites brancas e a alegria dos dias rubros.
Entoei palavras novas, de tão usadas por outros antes de mim, mas sempre verdadeiras porque vestiam o encanto dos acordes do teu piano, que eu escutava nas minhas veias.
Tu, o gémeo dos meus segredos, tu que acariciavas o meu rosto no teu
regaço, tão suave, onde eu amanhecia nessas nossas alvoradas de todos os prodígios.
Tu que, noite após noite, transformavas a minha mágoa em música, porque
cada acorde do teu piano, me devolvia o raio de sol que iluminava o jardim encantado da minha infância.
E a partir de agora, meu amor, só quero despir-me de todos os adornos e véus que usei e ouvir-te murnurar o meu verdadeiro nome.
Porque tu sabes, tu és o único homem que conhece o meu verdadeiro nome.
Alba - A Clareira
7.5.08
BLOGGERS ESCREVEM KANDINSKY (Titeo)
Titeo - Entre o sol e as Brumas
6.5.08
BLOGGERS ESCREVEM KANDINSKY (Manuel S. Fonseca)
Não tenho a certeza de gostar de Kandinsky. E ele ralado... Seja como for, as “Composições” de Kandinsky – ao contrário desta “Cantora” de 1903 – são, quanto mais abstractas, mais vibrantes e tão musicais como ele achava que toda a pintura deveria ser.
“A cor é como as teclas, os olhos são as harmonias, a alma é um piano de múltiplas cordas”. Palpita-me que Kandinsky terá dito isto alguns anos depois de ter pintado “A Cantora”, o mais silencioso dos quadros. Um silêncio em roxo e púrpura. Igual, e também foi o russo pintor que o disse, “ao silêncio do corpo depois da morte”.
Manuel S. Fonseca - Geração de 60
5.5.08
KANDINSKY PROVOCA BLOGGERS

(Moscou I)
Dois quadros, alguns textos.

(The Singer)
7 - KANDINSKY

Em 1871 mudou-se para Odessa, em consequência do clima Moscovita. Seus pais divorciaram-se e a sua educação ficou entregue a uma tia. Três anos depois começa a receber as primeiras aulas de desenho e música. Aprende a tocar piano e violoncelo.
Em 1886, entra na Universidade de Moscovo, podendo assim viver na sua cidade predilecta. Estuda Direito e Economia mas mantém estreito contacto com a pintura e a música.
Segundo palavras do próprio, dois acontecimentos foram decisivos para a sua opção pela arte: a exposição dos expressionistas em Moscovo e uma ópera de Wagner no teatro da cidade.
Em Outubro de 1912, consegue organizar a sua primeira grande exposição individual. Após a ruptura com a era materialista, nascia para ele um novo reino espiritual cuja forma de expressão adequada seria a pintura abstracta na qual trabalharia com afinco.
Os anos de Guerra não o pouparam a terríveis privações. Apesar das dificuldades não perdeu o seu entusiasmo pelo trabalho e continuou a escrever diversos artigos em defesa da arte abstracta.
Em 1939 kandinsky e sua mulher adquirem nacionalidade Francesa.
Termina a sua última grande obra À Volta do Círculo em 1940. Até ao fim, Kandinsky, continuou a pintar pequenos cartões, apesar de incapacitado por uma arteriosclerose.
4.5.08
MÃE É MÃE
1.5.08
BRANCO
(Paula Rego)
30.4.08
COISAS QUE ME INQUIETAM (1)
OBJECTOS QUE OLHAM
29.4.08
28.4.08
GRITO DA SEMANA

(Paula Rego)
24.4.08
DOBRAS E GRITOS (19)
(Paula Rego)
Fim de semana com três dias. Ir para longe. Horas vazias de rotina. Mar à vista. Música escolhida com os copos cheios de sentido.
ROUPA VELHA

(Paula Rego)
Vestir roupa velha nos finais de tarde que convidam a permanecer em casa, é como degustar um prato suculento em horas de apetite desmedido. A experiência de ficar despojada de tudo o que não tem aspereza, finura nova, textura hirta, é comparável à sensação de nudez do mundo.
Fecha-se a porta ao mesmo tempo que se desnudam pés, se solta o cabelo e se abre o chuveiro de água tépida. Resta a fruição, o gosto, o prazer completo.
A música ao fundo do corredor acompanha os passos molhados num soalho vadio, gasto e escuro. Escolhe-se, sem cuidado, a roupa que é eleição de horas vazias. O corpo aconchega-se ao cheiro dos dias que passaram pela vida de uma blusa que não tem preço. Braços escorregam pelas mangas de algodão e, por segundos, sente-se a história de uma peça quase inútil.
Distribuir passos pela casa com trapos velhos, é ter na alma o corpo inteiro, decidir num instante prolongado aquilo que não é mais do que silêncio. Roupa velha. Roupa triste e gasta, feia, descolorada e comprometida com quem a acolhe.
Quando os finais dos dias convidam a permanecer dentro de um mundo cheio de eus, a roupa que outrora serviu para mostrar o corpo cheio de outros é, agora, o trapo que diz as ideias bem dispostas de quem já saiu de cena, viveu infernos de frio e quente, ouviu palavras desajustadas e voltou à jazida do que é quieto.
Cai a noite. Voltam os pés ao soalho gasto e antigo. Abre-se a porta e o sono. É hora de deixar cair a roupa. Perto do chão existe o lugar onde o corpo se deita para, em algumas horas, deixar de estar presente no lugar dos sonhos.
23.4.08
22.4.08
DIAS CONTENTES

(Paula Rego)
21.4.08
GRITO DA SEMANA
(Paula Rego)
20.4.08
18.4.08
TEXTURAS
(Paula Rego)
(Michel De Montaigne)
DOBRAS E GRITOS (18)
Com a chuva anunciada para o fim de semana, talvez seja melhor ficar perto dos livros que ainda não li.


















